Quer calcular hora extra de forma simples? Aprenda aqui!

Quer calcular hora extra de forma simples? Aprenda aqui!

Em um primeiro momento, calcular hora extra pode parecer complicado, mas, na verdade, o procedimento é bastante simples e deve ser dominado por profissionais da área contábil e de RH.

Sabemos que todo trabalhador deve ter sua jornada de trabalho definida em contrato, mas por excesso de atividades, solicitação do empregador ou mesmo para ter uma renda extra, muitos acabam excedendo o horário inicialmente estabelecido.

De qualquer forma, a lei determina que essas horas a mais sejam remuneradas com valor superior à hora normal. Quer saber como fazer esse cálculo? Acompanhe!

Quais são as regras?

A legislação brasileira estabelece o expediente normal de trabalho, que, salvo situações especiais, é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. No entanto, a jornada do trabalhador pode ser acrescida de horas suplementares: as chamadas horas extras.

É considerado como hora extra todo trabalho que exceda ao limite estabelecido em contrato, compreendendo a atividade realizada antes ou depois do expediente, ou até mesmo nos horários de intervalo e de descanso.

CLT, em conformidade com a Constituição Federal, limita que o trabalhador realize o máximo de duas horas extras diárias, firmadas em acordo escrito ou convenção coletiva. Essas horas devem ser remuneradas com acréscimos de, no mínimo, 50% em relação ao valor da hora normal.

Como calcular hora extra?

  1. Calcular o valor da hora comum

Para fazer o cálculo das horas extras, o primeiro passo é descobrir o valor da hora trabalhada. Para isso, divide-se o salário mensal recebido pelo total de horas trabalhadas no mês.

Quem faz uma jornada de 44 horas semanais, por exemplo, tem a base de cálculo de 220 horas no mês. Para a jornada de 40 horas, a base é de 200 horas.

  1. Conferir o percentual de acréscimo

O valor da hora extra vai depender do acréscimo a que o trabalhador tiver direito. Para trabalhos realizados em dias da semana e aos sábados, a hora deve ser paga com acréscimo de 50% ou outro percentual definido em convenção coletiva.

Já as horas extras realizadas em domingos e feriados serão remuneradas com bônus de 100%, ou seja, elas valem o dobro da hora comum.

  1. Descobrir o valor da hora extra

Para calcular as horas extras com adicional de 50%, por exemplo, multiplica-se o valor da hora trabalhada por 1,5. Para o trabalhador que tem sua hora-salário de R$ 10,00 reais, seria efetuado o seguinte cálculo:

  • Hora extra com 50% = 10,00 x 1,5 = R$ 15,00.

Agora, basta multiplicar esse valor pelo número de horas extras que o funcionário realizou no mês. Para um trabalhador que fez 12 horas extras no mês, faz-se o seguinte cálculo:

  • Total a receber por horas extras trabalhadas = 15,00 x 12 = R$ 180,00.

É importante ressaltar que a hora extra noturna — para trabalhos realizados entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte — tem um acréscimo diferenciado. Para chegar ao valor da hora extra noturna, calcula-se o valor da hora extra diurna e depois acrescenta-se mais 20%.

Como vimos, não há segredos para calcular hora extra, basta usar as informações corretas e seguir o que a legislação trabalhista determina. Dessa forma, garante-se a correta execução desse importante processo e todos saem ganhando na relação entre empregador e empregado.

E aí, conseguiu tirar suas dúvidas? Então curta nossa página no Facebook e continue acessando conteúdos como este.

10 mudanças da reforma trabalhista que você precisa conhecer

10 mudanças da reforma trabalhista que você precisa conhecer

nova legislação trabalhista entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017. Consolidada como a maior reforma já realizada na CLT, a Lei 13.467 trouxe mudanças significativas para os direitos e deveres de empregados e empregadores.

Ao todo, foram alterados mais de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, que modificaram pontos importantes como férias, jornada de trabalho, remuneração e relações com sindicatos.

Quer saber quais foram as principais novidades? Listaremos abaixo 10 mudanças da reforma trabalhista que você precisa conhecer. Acompanhe:

  1. Férias

Com as alterações trazidas pela nova legislação, o período de férias que antes podia ser dividido em até dois períodos, passa a contar com a opção de ser fracionado em até três períodos.

Para que isso aconteça, a decisão deve ser de comum acordo entre empregado e empregador. Há algumas regras sobre a divisão dos períodos: um deles deve ter pelo menos 14 dias corridos e os demais mais de 5 dias corridos cada um.

A lei também determina que o início das férias não pode ocorrer 2 dias antes de qualquer feriado ou durante os dias de descanso semanal remunerado.

  1. Jornada de trabalho

A nova lei mantém a jornada de 8 horas diárias e até 44 horas semanais, mas prevê a flexibilização do horário de trabalho caso haja acordo entre empregado e empregador.

A jornada, portanto, pode ser ajustada desde que seja compensada no mesmo mês e que respeite o limite de 10 horas diárias. Mediante acordo com o sindicato (exceção feita à área da sáude), é válido também o cumprimento da jornada de 12 horas desde que seguida de 36 horas ininterruptas de descanso.

  1. Intervalo intrajornada

O intervalo mínimo para o almoço, que antes era de 1 hora, passa a ser de 30 minutos. É importante ressaltar que isso deve ser negociado entre funcionário e empregador.

Caso a empresa não conceda o intervalo mínimo intrajornada ou o faça parcialmente, deverá indenizar o empregado em 50% do valor da hora normal de trabalho, apenas sobre o tempo não concedido.

  1. Imposto sindical

Até então, os trabalhadores eram obrigados a pagar, anualmente, o valor de um dia de trabalho para os sindicatos. Com a nova lei, o pagamento da contribuição sindical se torna facultativo, ou seja, o trabalhador decide se quer pagar esse valor ao sindicato.

  1. Trabalho intermitente

Essa nova regra dá ao empregador o direito de solicitar o serviço do funcionário quando considerar necessário, ou seja, o trabalho pode ser realizado em dias alternados da semana, com interrupções.

O empregado será pago pelo período trabalhado e o valor recebido não pode ser menor que o do salário mínimo por hora, nem inferior à remuneração dos demais funcionários que realizem a mesma função. O trabalhador terá direito a férias, 13º salário, previdência e FGTS proporcionais.

A empresa deve convocar o empregado com até três dias de antecedência e ele pode prestar serviço a outros contratantes no período em que estiver inativo.

  1. Terceirização

A terceirização, que antes só era possível para atividades secundárias, agora também pode ocorrer com a atividade-fim de uma empresa. Com isso, consegue-se reduzir custos com encargos trabalhistas, férias e 13º salário.

Mas, para que seja mantida a segurança do trabalhador, a lei impõe um prazo mínimo de 18 meses para readmissão de funcionário. Dessa forma, evita-se que ocorra a demissão de funcionário com a intenção de recontratá-lo como terceirizado.

  1. Acordo de rescisão

Com a nova lei trabalhista, acordos de rescisão entre empregador e empregado passam a ter previsão legal.

Havendo comum acordo para o encerramento do contrato, a regra é de que ocorra o pagamento de 50% da multa do FGTS e de 50% do aviso prévio indenizado. O empregado poderá movimentar 80% do valor do FGTS depositado, mas perde o direito ao seguro desemprego.

Outra mudança diz respeito à homologação do termo de rescisão: empregados registrados há mais de 12 meses estão dispensados de comparecer ao Ministério do Trabalho ou ao sindicato de categoria para formalizar o encerramento do contrato, sendo suficientes, agora, apenas sua assinatura e a do empregador.

  1. Prevalência dos acordos

Segundo a reforma, convenções e acordos coletivos poderão ter prevalência sobre a legislação. Dessa forma, negociações entre sindicatos de trabalhadores e empregadores terão mais força que a lei em 16 itens, como plano de cargos e salários, intervalo intrajornada e parcelamento de férias.

No entanto, a lei prevê 29 itens que não podem ser alterados pelas negociações, incluindo os direitos essenciais como férias, salário mínimo, 13º salário, licença-maternidade e FGTS.

  1. Trabalho Home Office

Com a nova lei trabalhista, a modalidade de trabalho Home Office passou a ter previsão legal. Agora, fica regulamentado o trabalho exercido em casa, desde que algumas regras sejam acordadas e formalizadas em contrato.

Entre as principais regras estão a necessidade de especificar as atividades que serão exercidas pelo funcionário em Home Office e a determinação da responsabilidade pelas despesas com equipamentos e gastos com internet e energia.

Além disso, o pagamento do trabalho será feito por tarefa entregue e não por controle de jornada, o que faz com que o empregado perca o direito de receber horas extras.

  1. Gestantes e lactantes

Com a legislação anterior, gestantes e lactantes deveriam ser automaticamente afastadas de atividades consideradas insalubres. Já com a nova legislação, elas podem trabalhar em atividades de grau mínimo ou médio de insalubridade, devendo ser afastadas apenas quando apresentarem laudo médico. O afastamento continua sendo automático para casos de grau máximo de insalubridade.

Como vimos, essas mudanças da reforma trabalhista fizeram alterações profundas na Consolidação das Leis do Trabalho, as quais afetam diretamente no dia a dia do trabalhador e dos empregadores.

Diante de tantas novidades, é natural que as partes envolvidas encontrem algumas dificuldades para adaptação às novas práticas da legislação.

Essa é uma oportunidade para os escritórios contábeis e de RH, que têm papel importante na implementação das novas regras e, quando atualizados e aptos a prestar um serviço de excelência, podem orientar seus clientes para o cumprimento das exigências legais.

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Quais os benefícios do eSocial para o escritório contábil? Confira!

Quais os benefícios do eSocial para o escritório contábil? Confira!

Você sabe quais são os benefícios do eSocial para um escritório ou departamento contábil? Muitos profissionais da contabilidade quando estão diante de uma nova obrigação acessória costumam ter sentimentos e impressões negativas, afinal, o seu trabalho vai aumentar e, na maioria das vezes, o correspondente financeiro não existe.

No entanto, quando analisadas por outra ótica, essas novas exigências impostas aos contabilistas podem trazer alguns benefícios muito interessantes, tornando o trabalho desses profissionais mais prático, confiável e seguro.

O nosso objetivo com este artigo é abrir os seus olhos para esses benefícios do eSocial, portanto, leia o post até o final e descubra como essa nova obrigatoriedade pode auxiliar no desempenho de suas funções, seja dentro de uma empresa ou escritório de contabilidade!

1. Mais segurança

O eSocial proporciona uma maior segurança aos colaboradores de um escritório contábil, uma vez que os órgãos e empresas participantes do projeto, como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) a Receita Federal do Brasil (RFB) e a própria Caixa Econômica Federal, analisam os dados existentes no arquivo enviado por meio desse sistema.

Além disso, o eSocial permite que as informações dos funcionários de uma empresa sejam enviadas de uma única vez. Portanto, dados como admissão e demissão, afastamento, férias, alterações de salários, impactos sobre o FGTS, Imposto de Renda e demais eventos trabalhistas constantes na folha de pagamento são enviados de uma forma digital e prática.

No meio contábil, já é pacificado e compreendido que o envio de dados em formato online é a melhor maneira de proteger as informações das empresas, bem como garantir a sua veracidade e confiabilidade.

Uma série de dados importantes são enviados em meio eletrônico, tais como a apuração de tributos, escrituração contábil e fiscal e até mesmo a declaração do imposto de renda das pessoas jurídicas. Tudo isso é transmitido utilizando a segurança e confiabilidade dos certificados digitais, como ocorre com o eSocial.

2. Integração entre os departamentos da empresa

Uma das vantagens do eSocial é que, a partir da sua obrigatoriedade, os demais departamentos de uma empresa deverão ter uma relação mais próxima com a contabilidade, uma vez que todos os colaboradores, desde que estejam legalmente registrados, serão afetados por ele.

Sendo assim, é importante que os funcionários do setor ou empresa contábil se relacionem com os outros membros da equipe de forma ativa, a fim de que todos colaboradores participem do processo e contribuam para o envio correto dos dados constantes no eSocial.

No entanto, para que essa integração ocorra de forma sadia e proveitosa é necessário que esses funcionários passem por treinamentos de reciclagem, principalmente aqueles que atuam diretamente com os demais colaboradores, como gestores e demais funcionários de Recursos Humanos.

Diante desse fato, surge para os profissionais da contabilidade uma nova vantagem, que mencionaremos com mais detalhes no próximo tópico.

3. Treinamentos e reciclagem de equipes

Como essa é uma obrigação nova, muitos colaboradores das empresas ainda não estão habituados. Portanto, você pode buscar conhecimentos específicos sobre o eSocial e passar a ministrar treinamentos e reciclagens para as equipes dentro ou fora da empresa que atua.

Assim, além de ajudar a treinar e capacitar a sua equipe para atender às exigências do eSocial, você também consegue obter uma renda extra, ensinando a outras pessoas o que sabe sobre o projeto.

4. Modernização da tecnologia

Há alguns anos a tecnologia vem dominando o mundo contábil e muitos processos, que antigamente eram executados de forma manual e demoravam dias para serem concluídos, foram substituídos por ferramentas tecnológicas avançadas capazes de executar todo o trabalho em alguns instantes.

Por um lado isso pode ter sido considerado um fato ruim, até porque os colaboradores de departamentos e empresas de contabilidade reduziram muito nos últimos anos, graças à tecnologia que, fatalmente, acabou dispensando a necessidade de pessoas.

No entanto, a modernização tecnológica é uma realidade, e aquelas empresas que não se adequarem a ela podem sofrer muito em um futuro próximo. Afinal, tanto os clientes quanto os fornecedores e órgãos do Governo já estão utilizando essas ferramentas.

Nesse contexto, o eSocial surgiu como uma forma de modernizar o trabalho da contabilidade e torná-lo mais ágil e confiável.

As empresas devem se adequar a esses processos tecnológicos cada vez mais presentes. Sendo assim, será exigido que elas tenham ferramentas cada vez mais avançadas para suportar a enorme transmissão eletrônica de dados ao mesmo tempo.

Além de rápidas e potentes, essas ferramentas devem proporcionar aos seus usuários uma enorme segurança, uma vez que ninguém gosta quando um computador falha ou a internet para de funcionar na hora de enviar os dados.

5. Agilidade na troca de informações

Mencionamos um pouco sobre essa questão e neste tópico vamos nos aprofundar. Sem dúvidas, um dos principais benefícios do eSocial é a agilidade na troca de informações entre as empresas e os órgãos responsáveis pelo seu recebimento.

Quem operava os sistemas de transmissão de dados antigos sabe que eles costumavam gerar muitos erros e dependiam de outros aplicativos ou softwares auxiliares para funcionarem. Além disso, o suporte era extremamente limitado, ou até inexistente.

Agora, com o eSocial, estamos trabalhando com um sistema novo e mesmo que apresente alguns erros, os desenvolvedores estão sempre prontos a solucioná-los.

O eSocial foi criado para garantir a conformidade dos processos e evitar possíveis penalizações — que em se tratando de relações trabalhistas costumam ser bastante severas. Portanto, podemos afirmar que esse sistema vai transformar o relacionamento entre ambas as partes de uma relação profissional, proporcionando mais rapidez, clareza, integração e diálogo.

O eSocial é um sistema que promete revolucionar a área contábil das empresas e escritórios que exploram esse tipo de atividade. Além de acelerar e dar mais qualidade às informações prestadas e transformar os processos mais seguros, essa ferramenta digital vai acabar com a papelada existente nas empresas e a temida e famigerada burocracia.

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Como funciona o processo de admissão e demissão de funcionários pela CLT?

Como funciona o processo de admissão e demissão de funcionários pela CLT?

Criada em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) é o projeto de lei que regulamenta todo o processo de admissão e demissão empresarial no Brasil. É graças à CLT que são resguardados os direitos e deveres de empresas e funcionários, contemplando desde a contratação até o desligamento de um colaborador.

Para os profissionais de RH e contabilidade, conhecer as normas que regem esses processos é muito importante para evitar desgastes no relacionamento das empresas com seus funcionários. Nesse artigo, explicaremos como funcionam os processos de admissão e demissão de acordo com a CLT. Acompanhe e tire suas dúvidas!

O processo de admissão

A CLT dispõe de uma série de normas que regulam os modelos de contratação de novos funcionários em uma empresa. A seguir, descrevemos as particularidades de cada um:

Recrutamento

Durante as etapas de seleção de novos candidatos, é fundamental que o departamento de RH ou responsável pela contratação nas empresas divulgue a descrição da vaga e competências exigidas de forma detalhada.

Contratação

Após o processo seletivo, é hora de formalizar o novo colaborador. Nesse momento, é necessário recolher uma série de documentos obrigatórios para a admissão do funcionário, além de levar em conta as normas internas de cada empresa.

Em alguns casos, é obrigatória a realização de um exame médico admissional, que deve ser feito em uma empresa especializada em medicina do trabalho. Dependendo do segmento, também é comum que empresas solicitem exames mais detalhados — como toxicológico — e até mesmo atestado de antecedentes criminais.

O processo de demissão

Antes, a demissão de um funcionário podia acontecer apenas com ou sem justa causa. Na atualização da CLT sancionada em 2017, porém, incluiu-se um novo modelo de desligamento de funcionários. Previsto no artigo 484-A, o regime agora possui um formato de demissão em comum acordo entre as partes. Veja abaixo como funciona:

Dispensa sem justa causa

Os casos de demissão sem justa causa configuram as situações nas quais a empresa não deseja mais manter um vínculo com aquele empregado. Esse formato de desligamento requer algumas obrigações, como:

  • aviso prévio (trabalhado ou indenizado);
  • aviso prévio especial para os casos de funcionários com mais de um ano de casa;
  • proporcional referente ao 13º salário e férias vencidas;
  • 1/3 sobre o valor das férias vencidas e também em proporcionalidade.

As bonificações, horas extras, comissões e adicional noturno também devem ser contabilizadas nesse processo. Cabe ainda à empresa realizar o pagamento da indenização de 40% sobre o valor do FGTS, emissão das guias para solicitação de seguro-desemprego e outras indenizações.

Dispensa com justa causa

As demissões com justa causa são aquelas realizadas quando o funcionário comete alguma falta grave contra a empresa contratante. Nesses casos, é imprescindível ter provas que atestem a acusação. Mesmo com essa ocorrência, o colaborador terá direito a receber os pagamentos referentes ao 13º em proporcionalidade, saldo salário, férias vencidas e 1/3 sobre férias.

Dispensa em comum acordo

Para coibir o famoso “acordo” — casos em que o funcionário fazia um acordo informal com a empresa para poder ter acesso ao dinheiro do FGTS —, o Governo Federal criou um modelo de dispensa em comum acordo. Com o novo formato, o trabalhador poderá usufruir de 80% do valor contido no Fundo de Garantia.

Documentação necessária

Para que a admissão ou demissão de um funcionário seja formalizada, é preciso solicitar os seguintes documentos: carteira de trabalho, fotos 3×4, RG, CPF, carteira do PIS/PASEP. Caso a empresa solicite, é nesse momento que devem ser apresentados os resultados dos exames admissionais e demissionais. Toda essa documentação deve ser entregue ao contador responsável e devolvida com agilidade, uma vez que configura crime reter documentos de terceiros.

O processo de admissão e demissão de funcionários é complexo e burocrático. Contudo, a CLT resguarda direitos e deveres que auxiliam a relação entre empresa e trabalhador nessas situações.

Agora que você já está por dentro do assunto, que tal continuar se informando sobre outros direitos do trabalhador? Entenda agora como calcular o 13º salário corretamente!

6 motivos para utilizar software de contabilidade na nuvem

6 motivos para utilizar software de contabilidade na nuvem

As tecnologias em nuvem, que antes eram apenas uma tendência, já se tornaram realidade em grande parte das empresas. Na área contábil, não é diferente: o mercado de software de contabilidade na nuvem está em plena expansão.

O cloud computing, de forma simples, é a entrega da computação como serviço que torna possível o acesso, a integração e o compartilhamento de dados, informações, arquivos e recursos por meio de qualquer computador, tablet ou celular com conexão com a internet.

Com o crescimento desse modelo de computação, a expectativa é de que o mercado de sistemas no modelo de software como serviço (SaaS) tenha o seu volume quadruplicado até 2024, passando dos atuais 12 bilhões de dólares para a marca dos 50 bilhões de dólares movimentados.

Segundo afirmação de Sholto Macpherson, especialista em tecnologia contábil, o mundo caminha para o software na nuvem, e a área de contabilidade é uma das mais impactadas por essas ferramentas digitais.

Diante desse cenário, você da área contábil, que deseja manter-se atualizado, de forma a acompanhar as evoluções e melhorar a gestão do seu escritório, precisa estar atento ao uso dessas tecnologias.

Para ajudá-lo, listamos a seguir seis motivos pelos quais a utilização de um software na nuvem facilita os processos contábeis das empresas.

1. Flexibilidade e agilidade

O uso de software de computação em nuvem proporciona grande flexibilidade às empresas, que passam a ter acesso a seus dados e informações de qualquer lugar — inclusive fora do escritório — e a qualquer hora. 

Todos os documentos do escritório e registros de movimentações passam a ser armazenados na nuvem, e são facilmente acessados por meio de seu login no computador, tablet ou celular. 

Dessa forma, é possível realizar consultas, organizar seus documentos e enviá-los para seu clientes, tudo de maneira rápida e segura, o que propicia grande melhoria na colaboração entre todos os envolvidos no negócio.

Segundo pesquisa realizada pela HBR, com 452 executivos de negócios e de TI ao redor do mundo, 71% deles acreditam que a agilidade é uma das maiores vantagens proporcionadas pela tecnologia na nuvem.

2. Aumento da produtividade

Com a tecnologia na nuvem, você poderá fazer a gestão on-line das movimentações e dos documentos do escritório, os quais serão mantidos sempre atualizados e disponíveis para a empresa e seus clientes.

A organização proporcionada pelo software diminui o tempo gasto com processamento e classificação de dados, além de reduzir o trabalho despendido com o manuseio de documentos físicos, que atrapalham a rotina do escritório e, muitas vezes, são motivo de retrabalho.

A automatização de tarefas torna os processos mais ágeis e facilita a execução das atividades diárias, o que reflete diretamente no aumento da produtividade dos colaboradores e, consequentemente, nos resultados da empresa.

3. Proteção dos documentos 

O excesso de papelório acontece com frequência na rotina dos escritórios de contabilidade. A grande demanda de documentação por parte dos clientes acaba gerando gasto de tempo e torna o ambiente propenso à desorganização e extravios.

Isso sem falar nas consequências graves que podem decorrer da perda de documentos importantes, como multas e impacto negativo na credibilidade do escritório, além do vazamento de informações.

Estando essas informações protegidas e reunidas em um só lugar, que é a nuvem, os problemas relacionados à perda de documentos estarão resolvidos.

4. Segurança da informação

A questão da segurança da informação é crucial para a área da contabilidade, pois os registros contábeis costumam ser altamente sigilosos. 

Nesse sentido, o armazenamento na nuvem vai permitir que toda a sua documentação fique seguramente armazenada, de forma a evitar furtos, ação de hackers e danos físicos que possam interferir na sua integridade.

Além disso, todas as informações armazenadas nesse sistema têm backup, o que garante a recuperação dos dados, se necessário.

5. Vantagem competitiva

O modelo da computação em nuvem teve rápida aceitação entre as empresas, incluindo as pequenas e médias, e está facilitando a adoção da inovação na área contábil.

Com as vantagens que o software na nuvem proporciona, as empresas tornam os seus serviços mais ágeis, pois adquirem flexibilidade para operar, além de conseguirem a integração necessária para automatizar e conectar todos os processos da empresa.

A adoção desses sistemas impulsiona a eficiência, reduz os custos e gera mobilidade para a empresa. Tudo isso, certamente, passa a ser percebido pelo cliente. 

6. Redução de custos com infraestrutura

O armazenamento na nuvem também vai ajudar a empresa a reduzir os seus custos e a ter maior controle financeiro sobre as suas atividades.

O uso do software contábil evita o investimento de grandes quantias para aquisição e instalação de hardware, como servidores físicos, por exemplo, além de dispensar que a empresa tenha um local físico para armazenamento de todos os documentos.

Você também reduzirá os gastos com manutenção de redes ou equipamentos para alocar as informações. Além disso, o modelo em nuvem não exige que o cliente capacite os seus profissionais para manter o sistema em funcionamento.

Tudo isso permite que o contador gaste menos recursos de dinheiro e de tempo com questões operacionais e foque a sua atuação nas questões estratégicas do seu negócio — como o relacionamento com os clientes  para possibilitar o crescimento do escritório.

Como visto, o software de contabilidade na nuvem vem conquistando cada vez mais usuários devido às inúmeras vantagens que proporciona às empresas, facilitando as práticas do dia a dia e utilizando a tecnologia para otimizar os processos de trabalho.

Entre os benefícios, a curto e longo prazo, trazidos pelas soluções na nuvem ainda estão a agilidade na base de dados, o maior potencial analítico, a comparação e avaliação de cenários e acessos por meio de aplicativos móveis para detectar problemas e mudanças.

Tudo isso torna a gestão do escritório mais eficiente e se reflete em melhores resultados para a empresa. Todo contador, portanto, que deseja crescer e apresentar bom desempenho, precisa estar atento para acompanhar as evoluções trazidas pelas novas tecnologias.

Investir em um software de contabilidade na nuvem agrega novos valores para a empresa, que passa a atuar em tempo real, compartilhando informações de forma eficiente e segura entre todos os seus funcionários e parceiros.

Este post foi útil para você? Entendeu como a utilização de um software de contabilidade na nuvem pode ser vantajosa para alavancar a sua empresa? Então, entre em contato conosco agora mesmo e conheça as nossas soluções personalizadas para otimizar o seu trabalho.

Conheça as melhores aplicações financeiras para cada perfil de investidor

Conheça as melhores aplicações financeiras para cada perfil de investidor

Fazer o controle de suas finanças é uma tarefa difícil, não é mesmo? É por isso que, cada vez mais, as pessoas estão buscando alternativas para vencerem esse desafio, que é equilibrar os gastos mensais e, ainda assim, conseguir guardar dinheiro para investir na realização de seus sonhos.

É importante que você saiba que, por menor que seja o valor que consegue juntar no final do mês, é possível encontrar uma modalidade de investimento que valorize o seu dinheiro e gere bons rendimentos.

Mas, para que isso aconteça e você possa fazer um planejamento financeiro, o primeiro passo é entender qual é o seu perfil de investidor.

A identificação desse perfil é fundamental para que as aplicações financeiras sejam feitas de forma mais segura. Essa definição depende de uma combinação de fatores relacionados à personalidade, aos objetivos e à forma como o investidor encara os acontecimentos e a exposição aos riscos.

Para ajudá-lo nesse entendimento, listamos, a seguir, os perfis de investidor e quais as aplicações financeiras indicadas para cada um deles.

Conservador

O investidor do tipo conservador é aquele que deseja evitar riscos. Por essa razão, faz investimentos prezando pelo máximo de segurança e liquidez, mesmo que isso signifique um retorno menor.

Normalmente, essa é a classificação que se aplica aos investidores iniciantes, que têm objetivos de curto e médio prazo, e não querem comprometer seu patrimônio. Para isso, as pessoas de perfil conservador investem até 90% de seu capital em renda fixa.

Fundos de renda fixa

Os títulos de renda fixa funcionam como um empréstimo que você faz ao emissor, que pode ser um banco, uma empresa ou o Governo. Em períodos definidos, eles pagam uma certa remuneração, que pode ser definida no momento da aplicação ou no momento do resgate, o que os torna mais seguros e previsíveis.

Entre os investimentos de renda fixa, uma boa opção é a aquisição de títulos do Tesouro Direto.

Tesouro Direto

Esse é um investimento muito seguro, pois é 100% garantido pelo Tesouro Nacional, o qual disponibiliza em seu site as informações sobre as aplicações, o que é excelente para aqueles que gostam de ter o controle sobre seus investimentos.

Os títulos públicos apresentam baixo risco, acessibilidade, boa rentabilidade e liquidez diária, o que os tornam muito vantajosos, especialmente para quem tem perfil conservador.

Moderado

Os investidores moderados, apesar de também prezarem pela segurança e previsibilidade ao aplicarem seu dinheiro, estão dispostos a assumir riscos um pouco maiores para conquistar mais rentabilidade.

Esses investidores podem ter objetivos de curto, médio e longo prazo, e buscam diversificar seus investimentos, mesclando entre renda fixa e renda variável. Entre as principais escolhas do investidor moderado, estão os CDB e as LCI.

CDB

CDB (certificado de depósito bancário) é um títulos emitidos por bancos e instituições financeiras. Na prática, funciona como um empréstimo ao banco, em troca de uma rentabilidade diária.

Essa aplicação é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o valor de R$ 250 mil. Sobre os rendimentos, há cobrança de IOF e imposto de renda, mas não há taxa de administração.

As taxas de rendimento podem ser pré ou pós-fixadas ou atreladas ao CDI, que costuma acompanhar a taxa básica de juros (Selic).

LCI

As Letras de Crédito Imobiliário são títulos emitidos por instituições financeiras baseadas no mercado imobiliário. Uma grande vantagem desse investimento é que ele é isento de Imposto de Renda, o que o torna muito atrativo.

As LCI também são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e seus investimentos aliam boa rentabilidade e baixo nível de risco.

Arrojado

O investidor com perfil arrojado ainda leva em conta os riscos, mas está disposto a assumi-los, pois seu objetivo é a maximização dos rendimentos.

O indivíduo com esse perfil entende que as oscilações do mercado no curto prazo são importantes e espera aproveitar lucros mais altos no médio e no longo prazo.

Por ter condições e ambição para buscar ganhos mais expressivos, diversifica seus investimentos e aposta menos na renda fixa, priorizando a participação na renda variável, como as ações.

Ações

As ações, que são pequenas cotas do patrimônio de uma empresa, são investimentos de renda variável.

Para começar a investir, não é preciso ter muito dinheiro, mas você deve entender que ele será aplicado no longo prazo. As ações são investimentos de risco, pois podem sofrer variações no valor da aplicação e têm potencial de boa rentabilidade no futuro.

Agressivo

O investidor agressivo é ousado e busca o máximo de rentabilidade. Ele é tolerante aos riscos e faz seu gerenciamento com o objetivo de aumentar seu patrimônio a longo prazo.

Esse investidor até pode ter algum valor investido em renda fixa, para fazer a proteção de seu capital, mas a maior parte de seus investimentos é em renda variável, objetivando grandes retornos. 

Fundos multimercados 

Os fundos multimercados costumam ser a aposta dos investidores agressivos, pois podem mesclar investimentos em diversos ativos, como ações, renda fixa, câmbio e derivativos (contratos com vencimento futuro), o que reduz os riscos e maximiza os rendimentos.

Esses fundos são flexíveis e amplos, podendo alcançar qualquer oportunidade interessante para o gestor, pois direcionam a atuação de acordo com as especificidades de cada ativo e com o momento econômico.

Descobrir o perfil dos investidores faz parte das Instruções da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que determina que todas as Instituições Financeiras, ou que trabalhem com investimentos, devem aplicar a seus clientes um questionário conhecido como API, ou Análise de Perfil do Investidor.

Conhecer seu perfil de investidor, portanto, é fundamental para que você possa aplicar seu dinheiro com mais consciência e segurança, de forma alinhada aos seus objetivos.

E se você quer melhorar a gestão de suas finanças, não pode deixar de aproveitar as vantagens que a tecnologia oferece. O uso de um aplicativo para gestão financeira é uma excelente alternativa para ajudá-lo a controlar melhor seus gastos, para poder investir seu dinheiro e realizar seus sonhos e objetivos.

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