Para entender como investir no Tesouro Direto, é preciso saber, primeiramente, que trata-se de uma parceria estabelecida entre a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) e o Tesouro Nacional, para a compra e a venda de títulos públicos para pessoas físicas.

Os títulos públicos podem ser entendidos como um instrumento que o governo utiliza para se financiar. Ao mesmo tempo, do ponto de vista do investidor, a sua compra se assemelha a um empréstimo feito ao governo.

Neste artigo, oferecemos excelentes dicas para você investir com sucesso e apresentamos os principais tipos de títulos oferecidos. Boa leitura!

Dicas para investir no Tesouro Direto

Ao investir, é preciso ter cuidados relativos a uma série de fatores, afinal de contas, é o seu futuro que está em jogo. Confira, a seguir, 4 dicas para fazer boas escolhas.

1. Venda no momento certo

Quando os títulos são comprados (em particular o LTN e o NTN), eles ficam sujeitos à dinâmica de variações do cenário econômico. Isso faz com que seja indispensável acompanhar suas entradas e saídas.

Uma vez que a lei de oferta e procura se aplica em larga escala nesse contexto, o ideal é monitorar o desempenho da economia para aproveitar as oportunidades de vender com ganhos.

2. Programe seus investimentos

No tesouro nacional, é possível programar suas futuras operações, portanto, use isso a seu favor. Agende suas operações diretamente na plataforma disponibilizada pelo tesouro. Desse modo, ficará mais fácil acompanhar a rentabilidade de cada ação de compra e venda.

3. Pesquise as taxas de custódia

Ao investir, você não deve, em hipótese alguma, descuidar das taxas envolvidas em cada operação. Uma das mais relevantes é a taxa de custódia.

É altamente recomendável pesquisar, no próprio site disponibilizado pelo tesouro nacional, a classificação de instituições financeiras por taxa de custódia e, assim, optar pela alternativa que ofereça menores custos.

4. Calcule a rentabilidade futura

Os investidores de sucesso sabem aproveitar todas as ferramentas disponíveis. No site do Tesouro, por exemplo, você pode encontrar uma calculadora muito útil para conhecer a rentabilidade de um título levado até a data de seu vencimento.

Utilize-a, também, para conhecer os valores, caso opte por efetivar, antecipadamente, uma venda. Assim, você será capaz de considerar qual opção será melhor de acordo com as suas necessidades e o seu planejamento.

Taxas cobradas

Nas compras de títulos, incidem-se algumas taxas de operações acerca dos serviços que são prestados. Além da mencionada taxa de custódia, há a taxa de administração (bem como os já conhecidos impostos IR e IOF):

  • taxa de custódia (0,03% ao ano): refere-se à movimentação de saldos e aos serviços de manutenção de informações e dos próprios títulos. O valor correspondente é descontado uma vez a cada semestre ou no caso de venda, vencimento ou pagamento de juros;
  • taxa de administração (de 0 a 2%): o valor dessa taxa não é fixo, pois depende da corretora que você escolher. Existem, até mesmo, algumas que não a cobram, a fim de atrair o investidor. Seu valor é descontado no momento da compra.

O cálculo das quantias devidas em relação às taxas de custódia e administração é definido de acordo com o valor de mercado de cada título em particular. Para realizar essa estimativa, não há um método único, sendo possível encontrar, no mercado, diferentes formas de realizá-la.

Contudo, como se tratam de valores relativamente baixos, essas taxas, em geral, têm pouca influência nas decisões da maioria dos investidores.

A seguir, analisaremos alguns dos principais títulos oferecidos.

Tesouro Selic

Anteriormente conhecido como Letra Financeira do Tesouro (LFT), o Tesouro Selic é um título que apresenta rentabilidade diretamente relacionada às flutuações da Selic (taxa de juros básica da economia), sendo, portanto, pós-fixado.

A remuneração desse título acompanha as alterações diárias da taxa Selic. Quando o preço está com ágio, o retorno do título fica menor do que o estipulado na emissão. Nesse caso, você terá uma remuneração menor do que a Selic. Contrariamente, quando em deságio, você receberá uma quantia maior.

Desse modo, é crucial acompanhar as variações dos movimentos de oferta e procura por títulos.

O Tesouro Selic é, geralmente, indicado para investidores mais conservadores, uma vez que apresenta baixo risco: ainda que a taxa Selic esteja em queda, não há retornos negativos consideráveis, como ocorre em outras modalidades de investimento.

De fato, é um dos investimentos mais simples. Ao vender esse título, você receberá de volta a quantia que investiu mais os juros do dia em questão. Outro fator de simplificação se dá por serem títulos “zero cupom”, ou seja, não há pagamentos intermediários entre as datas de compra e vencimento dos mesmos.

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA, também pós-fixado, vincula-se ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que, por sua vez, funciona como um norte para a configuração de políticas relativas à inflação e demais medidas econômicas tomadas pelo governo federal.

Uma de suas características mais atraentes é a possibilidade de obter ganhos reais, já descontados da inflação. Como o IPCA assegura a continuidade do poder aquisitivo, sua própria taxa de juros determina a rentabilidade do título.

Como os demais modelos, também no Tesouro IPCA incide o ágio ou o deságio, vinculados à oferta e procura por seus títulos.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado, anteriormente conhecido pela sigla LTN (Letra do Tesouro Nacional), permite que o investidor saiba, de antemão, todas as quantias dos recebimentos no momento da emissão.

Ou seja, aqui, não ocorre nenhuma atualização no valor nominal. Portanto, se escolher investir no Tesouro Prefixado, você contará com a segurança de estar ciente, desde o primeiro momento, de sua rentabilidade.

Esse título apresenta, também, um modelo com cupons semestrais. Se optar por ele, você deve ficar atento aos juros estabelecidos pelo Tesouro na data da emissão, pois esses títulos devem pagar 10% ao ano, o que equivale a cerca de 4,88% a cada semestre.

Dada as limitações do presente artigo, nem de perto esgotamos nosso assunto. Todavia, esperamos que as informações elencadas possam ser de alguma utilidade para guiar seus investimentos e ajudá-lo a fazer seu dinheiro trabalhar para você.

Sejam quais forem as opções que você escolher, acredite: não há, no mercado financeiro, opções tão seguras e rentáveis como investir no Tesouro Direto.

Gostou do post? Então, assine a nossa newsletter e receba as melhores dicas de investimentos diretamente em seu e-mail!