Você tem total controle sobre suas finanças? Compra somente o necessário ou, vez por outra, se pega cometendo algum excesso? Esses comportamentos podem estar relacionados ao seu perfil de consumidor e conhecê-lo poderá melhorar a sua relação com o dinheiro.

É claro que não podemos viver obcecados em guardar dinheiro, sem nos permitir pequenos prazeres do consumo. Entretanto, gastar cada centavo do que ganhamos em coisas supérfluas também não é o melhor caminho. O ideal é manter o equilíbrio entre essas duas vertentes.

E isso só é possível quando conhecemos exatamente o nosso padrão de comportamento em relação às finanças. Para ajudá-lo, listamos abaixo os principais perfis de consumidor e suas características:

1. Consciente

Trata-se do perfil que pode ser considerado “ideal”. O indivíduo possui autocontrole e consciência suficientes para analisar se realmente precisa daquele produto, se suas finanças permitem comprá-lo e qual a melhor forma de pagamento.

Ele pesquisa preços, leva em consideração a qualidade e planeja seus investimentos. Além disso, conhece seus direitos como consumidor e não se deixa levar por impulsos.

Um comprador consciente não hesita em dizer não para um familiar (ou para si mesmo) quando se trata de um investimento que julga desnecessário ou para o qual não está financeiramente preparado. Equilíbrio é a sua palavra-chave.

2. Alienado

O comprador alienado simplesmente vai e compra no primeiro lugar que encontra o produto desejado. Ele não pesquisa preços, o que pode fazer com que acabe pagando muito mais do que o produto realmente vale.

Além disso, o consumidor que se enquadra nesse perfil não conhece seus direitos como tal, portanto acha mais fácil jogar fora aquele item de mercado que veio estragado, embora estivesse na validade, do que ter a dor de cabeça de voltar ao local da compra e exigir uma troca.

3. Consumista

Imagine a seguinte cena: você tem 50 camisetas polo em seu guarda-roupa, incluindo algumas que nunca sequer usou. Você passa em frente a uma loja, vê uma promoção irresistível do item e acaba comprando mesmo que, provavelmente, você não vá usá-la.

Se você se identificou com a cena descrita acima, aposto que isso já aconteceu outras vezes. É bem possível que tenha sido assim com aquela caixa de ferramentas de jardinagem que está esquecida em um quartinho na sua casa, a torradeira que você usou só no dia em que comprou (você nem é lá muito fã de torradas, mas viu a torradeira da casa do seu vizinho e sentiu vontade de ter uma igual) e muitos outros objetos.

O prazer do consumista é comprar, sem pensar se utilizará ou não os produtos depois. Ele muitas vezes não os utiliza, compra apenas por impulso ou porque outra pessoa do seu convívio tem aquele objeto. Não para e pensa que o fato de aquele objeto ser útil para outra pessoa, não significa necessariamente que o será para ele: cada um tem o seu estilo de vida.

4. Compulsivo

Trata-se de um grau de desequilíbrio um pouco maior do que o consumista. Nesse caso, a pessoa compra para compensar suas frustrações do dia a dia. Se ela está com um problema no trabalho, ela compra qualquer coisa, o que aparecer, apenas para preencher o vazio que sente.

Quando briga com um familiar, sua terapia é sair para comprar. Tudo em sua vida é resolvido com compras. Trata-se de uma pessoa que possui um problema e necessita de ajuda para controlar suas finanças.

Normalmente, está sempre endividado e não consegue progredir na vida. A melhor solução para essa pessoa é procurar um psicólogo que o ajudará a controlar a ansiedade por meio de outros canais, que não sejam as compras.

5. Pesquisador

Diferente do consciente, que pesquisa o necessário e acredita ter feito um bom negócio, o comprador pesquisador perde muito tempo comparando preços dos itens de que precisa.

Um centavo de diferença é o suficiente para que ele fique indeciso. E a questão não é somente o preço: ele tem dúvidas sobre qual marca comprar, em qual loja e, no fim, pensa até em desistir da compra. Muitas vezes acaba renunciando, de fato, ao produto.

Quando não desiste, quase sempre se arrepende, por acreditar que não fez um bom negócio ou que se deixou ser enganado. Algumas dúvidas são normais, mas essa indecisão toda tende a ser patológica.

6. Emocional

Também conhecido como impulsivo, se deixa levar por seus impulsos na hora de comprar. Diante de determinados itens à venda, ele não racionaliza e tende a adquiri-los baseando-se somente em suas emoções.

Quer um exemplo? Você está de dieta, mas, quando percebe, já encheu o seu carrinho de guloseimas, em vez de pegar somente os itens necessários para a despesa.

Esse é um bom exemplo do comportamento do comprador emocional. Ele quase sempre compra baseando-se na intuição, superstição e desejos momentâneos.

O ideal para quem tem esse perfil é fazer uma lista de compras e tentar ater-se a ela. Caso pense em comprar algo fora do script, uma reflexão mais profunda pode ajudar a ver se o produto é realmente necessário ou trata-se de apenas mais um impulso.

7. Racional

Trata-se do oposto do comprador emocional. Esse tipo de consumidor só compra quando é estritamente necessário. Difere-se do consciente, pois não se permite fazer sequer uma concessão.

É o tipo de pessoa que deixa de viajar nas férias com a família, pois considera esse momento como supérfluo e, portanto, desnecessário. Os amigos costumam chamá-lo de pão duro e ele acredita estar certo, afinal, o importante é economizar.

Falta-lhe o equilíbrio de analisar cada situação e cada possibilidade. Uma viagem, por exemplo, pode ser considerada como investimento pessoal, e não como mera despesa.

Viajar permite o ganho de conhecimentos, inspiração para novas ideias e contatos com diferentes pessoas. Mas o comprador racional é incapaz de ver as coisas por esse ângulo: para ele, o único bem importante é o dinheiro. Com isso, pode acabar perdendo todas as outras possibilidades.

Nossas dicas ajudaram você a descobrir qual o seu perfil de consumidor? Assine a nossa newsletter e fique por dentro de tudo o que você precisa saber para melhorar a sua relação com as finanças.