Falta de dinheiro, orçamento apertado e a busca por uma saída financeira são expressões que estão em alta no cenário atual. Nessa esteira, há uma linha de crédito que ganha fôlego e força por sua grande utilização pela população em geral. O nome dela é cheque especial.

Com essa necessidade, aparecem também muitas dúvidas, seja como funciona o cheque especial, quais as taxas de juros, quando é indicado o uso dessa modalidade e quais os cuidados a serem tomados para não se perder no uso desse recurso.

Fique atento a este artigo para conviver de forma sadia e responsável com essa opção. Boa leitura!

Como funciona o cheque especial

A definição que caracteriza melhor essa linha é a praticidade e a rapidez de acesso ao recurso, pois trata-se de um limite disponibilizado em conta, após análise do banco e assinatura de contrato, tendo o correntista a possibilidade de usar o crédito a seu total critério.

São pagos juros por utilização diária do limite, além do IOF, o imposto sobre operações financeiras. Existem instituições que dão isenção em juros por período inicial restrito, por exemplo, não pagando nos primeiros 10 dias de uso.

Usualmente, a concessão e o valor do limite baseia-se na renda, histórico do cliente junto à instituição e endividamento já contraído no mercado (que os bancos consultam por meio do sistema Sisbacen).

Também utiliza-se o Score, que é a nota que a Serasa Experian atribui ao CPF, pelo comportamento financeiro e pela memória de pagamentos, e o Rating, que é a classificação de risco de acordo com indicadores apresentados.

Taxas de juros

O cheque especial costuma ter taxas mais altas do que a imensa maioria das demais modalidades de crédito. Nas principais instituições financeiras do Brasil, as taxas de juros variam bastante, saindo de 4% e chegando até 15%. Por isso, é importante pesquisar.

As cooperativas de crédito, que vêm crescendo de forma substancial nos últimos anos, têm oferecido percentuais bastante atrativos aos correntistas nessa linha.

Quando utilizar o cheque especial e cuidados a serem tomados

O uso é recomendado em situações de emergência e não como complemento de renda. É importante estabelecer um controle financeiro e um cronograma para utilização e saída do cheque especial. O dinheiro do limite não é do correntista, ele pertence ao banco e terá de ser quitado em algum momento.

É preciso ficar atento também na assinatura de contrato, em questões como reajuste de taxas, tarifas cobradas por exceder o limite e juros de adiantamento a depositantes, até mesmo possibilidades de cancelamento do cheque especial.

Caso ocorra de você se perder e não conseguir mais cobrir o limite, a melhor saída é buscar outra linha mais em conta para quitar o cheque especial, voltar ao verde e solicitar a redução do limite. Uma opção bastante comum é por meio de um crédito pessoal parcelado, cuja taxa de juros é bem inferior.

É importante ter limite de cheque especial em conta, sendo uma opção interessante em momento de emergência. Porém, deve-se ter cuidado para a utilização não virar uma bola de neve. Converse com seu gerente, busque opções e mantenha um controle financeiro mensal, que faça você não depender desse tipo de recurso usualmente.

Agora, que você já viu como funciona o cheque especial e os cuidados a serem tomados na sua utilização, acesse também nosso post sobre como lidar com as dívidas e obtenha dicas excelentes!